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Estamos todos na puberdade (alguns nunca sairão de lá)

Aplicativo para avaliar parceiras sexuais e sutiã da torcedora do Bahia mostram que ainda temos muito a aprender sobre sexualidade. (por Nádia Lapa, pro site cartacapital.com.br)

Ontem uma torcedora do Bahia, irmã de um dos jogadores do time, levantou a camisa durante o jogo. De relance, vimos a barriga da moça e uma parte do sutiã. Foi o suficiente para desconcertar o narrador e colocar as redes sociais em chamas. Um monte de marmanjos ficou excitadíssimo com o vislumbre de uma peça íntima. Um dos apresentadores do Fantástico, o não-engraçado Tadeu Schmidt, disse “isso, pode extravasar, torcedor, mas calma, não bate assim no peito, vai machucar. Que que é isso? Que que é isso, menina?!! Olha o sutiã aparecendo. Componha-se, mulher!”.

Todos adultos, todos com acesso à internet (onde mulheres de sutiã aparecem o tempo todo, mesmo que você não esteja à procura de pornografia), a maioria, penso, com alguma experiência sexual. Ainda assim, um pedaço da roupa íntima de uma desconhecida faz com que esses adultos voltem ao tempo em que se escondiam no banheiro com revistas conseguidas quase na clandestinidade.

Hoje as coisas são diferentes, não só por causa da internet, mas porque, ora, esses homens cresceram. Ou não?

Talvez não, pelo menos no que se refere a sexo. Nos últimos dias passamos horas e mais horas discutindo o aplicativo Lulu, uma bobagem sem fim que dá “notas” a homens. As tags utilizadas são as mais infantis e heternormativas do mundo. Um cara com dinheiro (que paga o jantar, que compra jóia) ganha notas maiores. Só isso, sem contar toda a questão da objetificação, já seria suficiente para superarmos o Lulu.

Mas daí alguns homens ficaram muito chateados com tamanha agressão (contém ironia). Resolveram fazer um app à altura, mas passaram - e muito, muito mesmo - dos limites. Talvez estejam criando o Tubby (ainda não há confirmação se é um hoax ou se o aplicativo está mesmo sendo desenvolvido). No Tubby, a ideia é também fazer avaliações, dessa vez das mulheres. E na cama. Como se a mulher transasse sozinha e não houvesse um (a) parceiro (a) ali com ela, estimulando-a e excitando-a.

Um grande problema é que grande parte dos homens (grande mesmo, não negue) acha que a simples presença deles e de seu “príncipe” é o suficiente para satisfazer uma mulher e enlouquecê-la. Não é; e está longe disso. Mais uma vez, a adolescência aparece: desaprenderam o “sexo” com filmes pornôs e acham que têm que fazer tudo igualzinho na vida real.

Parece inútil falar sobre isso num post; todo mundo já sabe disso tudo aí, diriam. Escrevo sobre sexo há quase três anos e devo dizer que não, não é bem assim. Peço ajuda mais uma vez a José Angelo Gaiarsa, psicanalista já falecido, em Amores Perfeitos: “Desde pequenos, falou em sexo, fecha a cara, ri como um bobo, fica vermelho, solta uma piada que a criança não entende. Ela vai descobrindo que tem uma bomba-relógio entre as pernas e ninguém lhe diz o que fazer com “aquilo”. Só no grupo de amigos; aí, sim, é a única pseudoeducação sexual que temos. É a conversa entre amigos, a maioria delas bastante repetitiva, porque dez ignorantes falando de assunto do qual nenhum entende não resolvem muito a questão.

Aliás, não comentam. Representam e se exibem. A maioria dos homens não lê nada a esse respeito. Se você convidar um amigo: “Vamos a uma palestra sobre educação sexual?”, ele vai olhar você com aquela cara assim: “O quê? Educação sexual, eu? Já sei tudo”. “Já sei tudo” quer dizer “nunca pergunto para ela o que ela achou, e faço até questão de não olhar muito para o rosto dela depois”.”

Olhem mais para suas/seus parceiras/os. Conversem. E não as avaliem em qualquer aplicativo, porque isso pode acarretar um grande constrangimento para as mulheres. Se mostrar sem querer o sutiã já é motivo de risinhos e piadas, imaginem se souberem que tal garota curte fazer sexo anal. Ou algo mais revolucionário, do tipo… realmente gostar de fazer sexo. Como já repetiram no Twitter: “o melhor aplicativo para ver se alguém é bom de cama chama-se transar. Experimentem”.

Experimentem.

(http://www.cartacapital.com.br/blogs/feminismo-pra-que/estamos-todos-na-puberdade-dica-alguns-nunca-sairao-de-la-7194.html)

The Bro Code - 4 hours ago

Queridas mulheres, recebi muitas mensagens de homens dizendo que são caras legais e só se ferram. Depois de muita conversa, concluímos: "nós não podemos continuar pagando a conta pelo o que os outros caras fazem ou fizeram com vocês mulheres". Então queimamos as cuecas. Fomos presos e depois libertados. Somos do planeta TERRA.  Não somos alienígenas, nem moramos em cavernas no reino de Zamunda. Um cara te engana, te ilude, te leva pra cama, e depois some. Depois volta dizendo que está confuso, não sabe o que quer e a vó, coitada, já morreu 3 vezes no final de semana para ele não sair com você. Esse cara nunca foi bacana. Um cara bacana pode sim, ter dúvidas, medos, sofrimento e não querer namorar. Mas ele vai dizer isso ANTES de sair, antes de se envolver, antes de fuck você. Porque um cara bacana não precisa mentir para te levar pra cama, então esqueça essa teoria boba de “tenho dedo podre” para homem. Se o cara é babaca, não é o seu dedo que é podre, é o caráter dele. Caras bacanas, querem sim pagar a conta, a conta do restaurante, a conta do presente de 1 mês de namoro, de 2, 3, 4, de 5 anos… Ou um presente de uma quarta-feira qualquer só porque lembrou de você, a conta da viagem que você sempre sonhou, a conta da casa de vocês… Agora, se mesmo sabendo disso, você continuar saindo com um cara que não é bacana, então não é seu dedo que é podre, é seu gosto.

(https://www.facebook.com/blogthebrocode/posts/445443722226402)

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