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Sobre autodestruição, distância, lei da atração e amizade

ATENÇÃO: não irei me referir especificadamente nem usar nenhuma referência proveniente do meu namoro neste texto.

Sempre tem alguém pra me dizer “eu não conseguiria namorar a distância igual você”. Ok, é compreensível. Distância pode ser um motivo pra muita gente desistir ou desanimar com uma situação. Mas existem motivos pra isso e a distância não é um deles, ela só é um estímulo, mas nunca uma razão. Tem uma pessoa que viajou mais de 8.000 km pra encontrar uma pessoa que ele nem conhecia. Loucura? É, pode ser. Mas hoje essas duas pessoas estão casadas. E felizes. Estranho, né? Nem tanto. O primeiro passo pra fazer dar certo é: confiar. Não só no outro, mas em si mesmo e no que sente. A partir do momento em que sua confiança foge do que você sente, aí jovem, fodeu. E é aí que as coisas desmoronam. Mesmo que não esteja namorando de fato, mas digamos que você ame alguém. Aí sua confiança nesse sentimento não é a maior. Você sai, enche a cara, pega outra garota, e acorda na manhã seguinte com um peso desgraçado na consciência. Mas volta a fazer isso. E de novo. E de novo. Não dá pra manter nada com esse tipo de comportamento. É a simples e pura constante do “aqui se faz, aqui se paga”. Boom, aquela pessoa que você ama já não é tão mais seu “amorzinho” e sim “a chata”. Não porque ela sabe do que você fez, mas porque você não confia no que sente. Não confia em vocês. E como você vai manter qualquer coisa sem confiança? Então você se perde mais ainda, o relacionamento fica uma merda (mesmo que não esteja de fato), vocês brigam, você sai e faz tuuudo de novo. É, a distância pode sim fazer isso com as pessoas. E algumas pessoas denominam isso como carência. Eu já acho que é um distúrbio sexual ou simplesmente canalhice, mas ok. E aí ela não quer mais. Not at all. Então, se você fizer a estratégia reversa (obrigado aula de Competição Estratégica <3), é fácil prever a resolução desse problema, não é? Na teoria, sim. Na prática, não. Você nunca pensa que vai dar problema lá na frente, como uma amiga já me disse uma vez, “prefiro acordar arrependida do que dormir com vontade”. Quando você está solteiro, sem nenhum compromisso, nem mesmo emocional, isso é lindo e maravilhoso. Mas a partir do momento em que você tem um compromisso, não necessariamente com outra pessoa, mas com o que você sente, como é que você não pode pensar no futuro? Impulsividade é uma merda, eu sei. Mas quando as coisas desabam, você pensa no porque e pra quê fez isso ou aquilo, e as coisas parecem tão simples, tão banais, tão idiotas. Então, o primeiro ponto, na verdade, o ponto zero de qualquer compromisso é: think before you do. Se não, vai entrar em rota de colisão e acabar sendo autodestrutivo, como todos nós somos em algum ponto da vida. E lembre-se que o importante, acima de tudo, é SEMPRE você mesmo, cuidar de você, ser o melhor que você pode ser, então autodestruição não é o que procuramos, mesmo que aparente ser algo que foge das suas capacidades. É só saber de verdade o que quer e quando quer. Mas é de verdade meeesmo. E faça com que isso aconteça, dê o seu melhor pra isso. Porque mesmo que o resultado não seja imediato, você vai ver que a retribuição vai ser a melhor possível. “Faça coisas boas para que coisas boas aconteçam contigo”, lei da atração, jovens. O universo, ou Deus, segundo a minha religião, retribui. :)

Agora, se o problema é de outra pessoa, aí jovem… Melhor deixar pra lá. Porque é exatamente essa pessoa que não confia no sentimento. Ou então batalha por ela, faz o certo, sei lá. Mas não espere nada. Aliás, nunca espere nada de outra pessoa. Apenas daquilo que você sabe que você, só você, é capaz. É vivendo individualmente que a vida social fica bonita. E reconheça seu esforço também, não é porque não deu certo que você é um merda. Isso é autodestruição.

Agora você que tá lendo esse texto e sabe que diversas partes desse texto é pra você, cigarro e bebida é só mais uma forma de te autodestruir. Não vai por esse caminho, bro. Use essas coisas com a cabeça limpa, ou não, mas com responsa e pensa de verdade no que você quer. E quando você decidir, você vai saber exatamente o que fazer. I’ll be there for you, at any circunstances. Vai pro seu trabalho, estuda, e quando chegar em casa, quando botar a cabeça no travesseiro, pensa nisso. Tira só um pouquinho do seu dia pra pensar nisso. Você é uma pessoa maravilhosa que a vida me presenteou como amigo, eu te admiro pra cacete, por tudo e um pouco mais. E nunca é tarde pra fazer o certo, nunca mesmo. Então, se eu tô fazendo um esforço pra ir te visitar de novo, você promete pra mim que vai fazer um esforço pra fazer as coisas darem certo? Mesmo que no fim não deem, mas vai se esforçar? Pra eu não te ver mal de novo? Porque cê sabe que isso me mata também. Mas eu tô aqui firme e forte pra você se apoiar, como você já fez várias e várias e várias vezes comigo. E eu não te culpo, eu te conheço. Mas como eu te disse, já é um ótimo ponto de partida. Só vê se me avisa o que tá pensando e o que tá sentindo, ok? E para de fingir que tá tudo bem porque longe meus poderes de ler sua mente não funcionam, obrigado. Eu sempre acreditei em ti, e não é agora que eu vou deixar de acreditar. Eu sei que tu consegue.
E ah, mi casa, su casa. Caso precise de umas férias ou repensar a vida.

Sobre nostalgia e 6 horas de sono em 48 horas (e contando)

"Para que haja a luz, é preciso haver antes a escuridão."
Uma vez, há um tempo atrás, numa conversa com um dos meus melhores amigos, a gente conversava sobre relacionamentos e ele disse uma coisa: “eu me sinto melhor com o que já aconteceu do que com o que está acontecendo, é melhor viver de nostalgias”. A princípio, eu concordei com essa frase e pensei “poxa, é realmente isso que eu sinto e penso”. Então, pensei em quando foi que esse pensamento passou a ser válido na minha vida. A partir dos 16 anos, eu imagino, foi ali que eu comecei a pensar “poxa, ano passado foi tão legal”, e tinha sido mesmo, 2009, em especial do meio do ano pra frente, até então tinha sido a melhor época da minha vida. Daí pra cá, 2010 foi ruim, 2011 foi legal em certos pontos, 2012 péssimo, 2013 foi bem legal, e 2014 tá sendo ótimo. Só perde em dois pontos pra 2009: eu tinha uma banda que tinha potencial e 15 anos de idade. Mas ganha em vários outros que eu vou explicar logo menos. Foram necessárias 11 garotas, 2 empregos (mesmo que um seja meio que figurativo e sem contar o de agora porque foge da linha temporal), 4 novos “melhores amigos” (além dos vários bons), 2 namoros (contando o de agora e outro que não foi bem um namoro mas tá valendo), uma cidade nova, morar sozinho, infinitos litros de bebidas alcoólicas, um estoque imenso de cigarros, vários rolês, várias viagens pra Varginha (que em maioria foram ótimas, principalmente as desse ano), algumas pra outras cidades (sendo que a última pra BH foi linda), entre outras coisas menores pra eu perceber que: eu tô no melhor momento da minha vida. Tirando pelo fato de que 20 anos nos dias de hoje já não é uma idade tãããão jovem assim, as coisas passaram a ficar muito bem, obrigado. Começando pelo namoro: não tem namorada melhor que a minha. Fico longe dela a maior parte do tempo? Sim. Sinto saudade constantemente? Sim. Me sinto carente e não posso fazer absolutamente nada? Sim. Mas compensa? Sim, muito. Mais vale uma namorada perfeita à 70km do que nada, ou pior, uma namorada ruim por perto ou casinhos sem sentido (antes só do que mal acompanhado, jovens). Outro ponto: que cara de 20 anos que vocês conhecem que já teve seu próprio negócio aos 18? Bem ou mal, é uma baita experiência de vida. Deu certo? Não. Muita coisa implícita nesse “não dar certo”. Perdi dinheiro? Ô, e como. Cheguei até a pensar em me humilhar e entrar nos programas de assistência do governo, mas não cheguei a tal ponto, preferi trabalhar de uma outra forma. Me arrependo? Nem um pouco. Não mesmo. Sobre os amigos: lógico que os caras que são seus broder há 7, 8, ou até mais anos não vão deixar de serem broder. Claro que alguns ficam distantes, vocês não se falam por um bom tempo, mas não deixam de ser. Amizade é um negócio foda pra caralho e é uma das melhores coisas da vida. Agora, fazer novos amigos que em pouco tempo já te adotam como um dos melhores amigos deles é sensacional. E felizmente, não sei se é pelo meu caráter ou pelo que, meus amigos são os melhores. Cada um do seu jeito, nenhum é igual ao outro. Mas são os melhores e talvez essa peculiaridade entre um e outro é que faz a amizade ser melhor ainda. Os sonhos, as metas, elas ficam muito mais palpáveis porque elas deixam de ser “eu hoje -> onde eu quero chegar”, e passam a ser “eu hoje -> primeiro passo -> o que fazer depois disso -> botar em prática -> ponto estável da situação -> ponto máximo” (ou algo semelhante a isso), e isso vem com a maturidade. É claro que pra um cara que sonha grande como eu as metas chegam a ser até mais absurdas do que antes. Mas por quê não? Se não fosse isso, eu nem levantava da cama.  Você entende que beber demais não é legal, mesmo que não pare de beber muito, às vezes até passa a beber mais mas a responsabilidade é bem maior quando bebe. Entende que fumar não é uma coisa nada bonita muito menos saudável, você para de achar que “eu fumo, sou legal e descolado” e passa a entender “eu fumo porque quis ser legal e descolado e viciei, sou um merda por isso e devia parar”, mesmo que não pare. Entende que respeito e compromisso pela sua companheira é algo inestimável, deixa de ser “aaah, respeitar namorada pra quê, uma hora acaba mesmo” e passa a ser “essa seria uma ótima mãe pros meus filhos e nora pros meus pais” (mesmo que o lance de filhos possa ser algo apenas figurativo), e isso vem com a maturidade. Entende que uma risada numa conversa no meio do dia é muito mais importante do que a mega festa do fim de semana que você encheu a cara e fez muita merda. Entende que TODAS as merdas que você já fez ou já te aconteceram não são o fim do mundo ou algo pra se lembrar, sentar e chorar, mas sim um ponto inicial de uma mudança, uma melhora. A namorada que te largou e os motivos que ela teve pra isso, o amigo fdp que não era tão amigo assim, a ressaca infinita na manhã seguinte, a menina feia que você beijou, a grana que você torrou com besteira ao invés de comprar algo pra sua casa, enfim… Tudo isso não é motivo pra ficar de mimimi por ter acontecido, pode ser que no começo seja, mas depois você entende que tudo acontece por algum motivo. E é a partir desses motivos que você passa a entender o que deve ou não fazer. Então jovens, nostalgia é legal? É, muitas vezes é bom lembrar das coisas de quando você era mais inocente, mais moleque, mais inconsequente, quando seus pais te sustentavam, te davam presentes e a única obrigação que você tinha era pegar 60% nas matérias da escola no fim do ano, e às vezes dá até uma saudade, já que hoje não é mais assim e nem pode ser. E é uma das maiores fontes de aprendizado que você pode ter. É olhando pra trás que muitas vezes você entende como seguir em frente. Mas, se eu quero que as coisas sejam como antes? Não. Talvez voltar a ter uma banda, ter mais contato com os amigos mais antigos, mas não quero que as coisas voltem, até mesmo porque elas não vão voltar. Deixando de lado as coisas materiais, eu tenho o que eu queria hoje. Então não faz nenhum sentido achar que viver de nostalgia é melhor do que viver o agora, viver coisas novas. Eu prefiro muito mais a vida de agora do que a antiga, muito mais meus amigos como são hoje do que como era antigamente (até porque os velhos ficaram e novos surgiram), a namorada atual do que as antigas ou a “solterisse” e o que vem com isso, a cidade de agora do que a antiga, os sonhos de agora do que os antigos, enfim… Tá tudo bem e pode ficar ainda melhor, então pra quê estragar, não é? :)

Estamos todos na puberdade (alguns nunca sairão de lá)

Aplicativo para avaliar parceiras sexuais e sutiã da torcedora do Bahia mostram que ainda temos muito a aprender sobre sexualidade. (por Nádia Lapa, pro site cartacapital.com.br)

Ontem uma torcedora do Bahia, irmã de um dos jogadores do time, levantou a camisa durante o jogo. De relance, vimos a barriga da moça e uma parte do sutiã. Foi o suficiente para desconcertar o narrador e colocar as redes sociais em chamas. Um monte de marmanjos ficou excitadíssimo com o vislumbre de uma peça íntima. Um dos apresentadores do Fantástico, o não-engraçado Tadeu Schmidt, disse “isso, pode extravasar, torcedor, mas calma, não bate assim no peito, vai machucar. Que que é isso? Que que é isso, menina?!! Olha o sutiã aparecendo. Componha-se, mulher!”.

Todos adultos, todos com acesso à internet (onde mulheres de sutiã aparecem o tempo todo, mesmo que você não esteja à procura de pornografia), a maioria, penso, com alguma experiência sexual. Ainda assim, um pedaço da roupa íntima de uma desconhecida faz com que esses adultos voltem ao tempo em que se escondiam no banheiro com revistas conseguidas quase na clandestinidade.

Hoje as coisas são diferentes, não só por causa da internet, mas porque, ora, esses homens cresceram. Ou não?

Talvez não, pelo menos no que se refere a sexo. Nos últimos dias passamos horas e mais horas discutindo o aplicativo Lulu, uma bobagem sem fim que dá “notas” a homens. As tags utilizadas são as mais infantis e heternormativas do mundo. Um cara com dinheiro (que paga o jantar, que compra jóia) ganha notas maiores. Só isso, sem contar toda a questão da objetificação, já seria suficiente para superarmos o Lulu.

Mas daí alguns homens ficaram muito chateados com tamanha agressão (contém ironia). Resolveram fazer um app à altura, mas passaram - e muito, muito mesmo - dos limites. Talvez estejam criando o Tubby (ainda não há confirmação se é um hoax ou se o aplicativo está mesmo sendo desenvolvido). No Tubby, a ideia é também fazer avaliações, dessa vez das mulheres. E na cama. Como se a mulher transasse sozinha e não houvesse um (a) parceiro (a) ali com ela, estimulando-a e excitando-a.

Um grande problema é que grande parte dos homens (grande mesmo, não negue) acha que a simples presença deles e de seu “príncipe” é o suficiente para satisfazer uma mulher e enlouquecê-la. Não é; e está longe disso. Mais uma vez, a adolescência aparece: desaprenderam o “sexo” com filmes pornôs e acham que têm que fazer tudo igualzinho na vida real.

Parece inútil falar sobre isso num post; todo mundo já sabe disso tudo aí, diriam. Escrevo sobre sexo há quase três anos e devo dizer que não, não é bem assim. Peço ajuda mais uma vez a José Angelo Gaiarsa, psicanalista já falecido, em Amores Perfeitos: “Desde pequenos, falou em sexo, fecha a cara, ri como um bobo, fica vermelho, solta uma piada que a criança não entende. Ela vai descobrindo que tem uma bomba-relógio entre as pernas e ninguém lhe diz o que fazer com “aquilo”. Só no grupo de amigos; aí, sim, é a única pseudoeducação sexual que temos. É a conversa entre amigos, a maioria delas bastante repetitiva, porque dez ignorantes falando de assunto do qual nenhum entende não resolvem muito a questão.

Aliás, não comentam. Representam e se exibem. A maioria dos homens não lê nada a esse respeito. Se você convidar um amigo: “Vamos a uma palestra sobre educação sexual?”, ele vai olhar você com aquela cara assim: “O quê? Educação sexual, eu? Já sei tudo”. “Já sei tudo” quer dizer “nunca pergunto para ela o que ela achou, e faço até questão de não olhar muito para o rosto dela depois”.”

Olhem mais para suas/seus parceiras/os. Conversem. E não as avaliem em qualquer aplicativo, porque isso pode acarretar um grande constrangimento para as mulheres. Se mostrar sem querer o sutiã já é motivo de risinhos e piadas, imaginem se souberem que tal garota curte fazer sexo anal. Ou algo mais revolucionário, do tipo… realmente gostar de fazer sexo. Como já repetiram no Twitter: “o melhor aplicativo para ver se alguém é bom de cama chama-se transar. Experimentem”.

Experimentem.

(http://www.cartacapital.com.br/blogs/feminismo-pra-que/estamos-todos-na-puberdade-dica-alguns-nunca-sairao-de-la-7194.html)

The Bro Code - 4 hours ago

Queridas mulheres, recebi muitas mensagens de homens dizendo que são caras legais e só se ferram. Depois de muita conversa, concluímos: "nós não podemos continuar pagando a conta pelo o que os outros caras fazem ou fizeram com vocês mulheres". Então queimamos as cuecas. Fomos presos e depois libertados. Somos do planeta TERRA.  Não somos alienígenas, nem moramos em cavernas no reino de Zamunda. Um cara te engana, te ilude, te leva pra cama, e depois some. Depois volta dizendo que está confuso, não sabe o que quer e a vó, coitada, já morreu 3 vezes no final de semana para ele não sair com você. Esse cara nunca foi bacana. Um cara bacana pode sim, ter dúvidas, medos, sofrimento e não querer namorar. Mas ele vai dizer isso ANTES de sair, antes de se envolver, antes de fuck você. Porque um cara bacana não precisa mentir para te levar pra cama, então esqueça essa teoria boba de “tenho dedo podre” para homem. Se o cara é babaca, não é o seu dedo que é podre, é o caráter dele. Caras bacanas, querem sim pagar a conta, a conta do restaurante, a conta do presente de 1 mês de namoro, de 2, 3, 4, de 5 anos… Ou um presente de uma quarta-feira qualquer só porque lembrou de você, a conta da viagem que você sempre sonhou, a conta da casa de vocês… Agora, se mesmo sabendo disso, você continuar saindo com um cara que não é bacana, então não é seu dedo que é podre, é seu gosto.

(https://www.facebook.com/blogthebrocode/posts/445443722226402)

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